quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

No Brasil, conhecer é um insulto!



Tom Jobim, certa vez, disse que: " No Brasil, o sucesso pessoal é um insulto". De fato, ele tinha razão. Não sei, exatamente, o que ele queria dizer com esta frase e em qual contexto ele se expressava. Todavia, esta frase nos mostra algo da nossa atual situação intelectual. Em minha análise da sociedade brasileira percebo um acirrado anti-intelectualismo. Ler os clássicos da literatura mundial, buscar conhecimento por meio de longas e, muitas vezes, difíceis e tortuosas leituras, buscar aprofundar-se nos estudos, ser sincero quanto as fontes utilizadas, entre outras atitudes intelectuais, é motivo de grande chacota. Ouço, cotidianamente, frases do tipo: " pra que estudar tanto". "O que Aristóteles  tem a ver com hoje". "Lá vem você com esse papinho". Isto só mostra como nosso povo, em geral, é anti-intelectual. Fico estarrecido em ver professores semiletrados, analfabetos históricos, com um português execrável, dentro de uma sala de aula ensinando. O grande problema é que a classe pedagógica não sabe mais o que é educar. Deixaram-se levar pelos clichês que dominam a linguagem pedagógica: "educar para transformar o mundo". "aproveitar as potencialidades do aluno". " o professor é só mais um em sala de aula". Tudo balela de pedagogos que já foram catequizados. Vibro quando tenho diante de mim um professor que tem conhecimento e bagagem. Vibro quando ele sabe e me ensina. Vibro quando cita com fidedignidade e proficiência os clássicos e a história. Vibro! Infelizmente, nos dias de hoje o politicamento correto é dizer que todo mundo sabe alguma coisa e que o professor é apenas uma babá mediadora de experiências educacionais. Conclusão: ter conhecimento hoje, ter talento hoje, ter estudos hoje é motivo de insulto! Infelizmente conseguiram nos nivelar por baixo! Com a permissão de Tom Jobim, mudarei a sua frase: "No Brasil atual, saber e querer conhecer é um insulto!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Para onde foram as manifestações?



A Imagem acima nos mostra um trabalhador levando o ponto de interrogação em seu carrinho de mão. Pois bem. Nada melhor que uma imagem para ilustrar o que pretendo dizer com este breve post latente. O titulo deste pequeno texto nos faz uma pergunta que todo cidadão que tenha o mínimo de acuidade em inquirir deveria se fazer ao observar o repentino sumiço das passeatas e manifestações que assolavam as nossas cidades a pouco tempo. O que aconteceu? Os desejos sociais foram saciados? As petições cessaram por quê? Como uma das minhas qualidades humano-caninas mais apuradas (segundo minha esposa),  meu faro, modestamente, se parece com o de um cão policial treinado. A partir da minha facilidade para encontrar maquinações políticas de cheiro(e cor) vermelho(a), acredito piamente que, as ordens para que as manifestações fossem feitas e suas respectivas propagandas, foram "seguradas" pelos líderes deste movimento que é mais articulado do que imaginamos (lembrando que a maioria é composta daqueles que nada imaginam sobre este movimento). O grosso das manifestações, a tal massa de manobra multifacetada , aquietou-se novamente pois, os meninos do regime, resolveram não mais insuflar o "povo unido" que adora um carnaval, seja da espécie que for. 
Mas, por que os entes "invisíveis" da política resolveram cessar com os manifestos? Respondo. Porque seus objetivos a curto prazo não foram alcançados. Não vou ficar aqui a citar as instituições por trás destas ordens para se fazerem passeatas. O leitor que não está (não uso o verbo ser por acreditar no potencial de mudança do ser humano) em um "imbecil coletivo" pode muito bem saber qual (is) é (são).  A minha pergunta, representada pela interrogação está sobre aquele carrinho de mão na imagem acima, foi levada para um exame de psicanalise promovido pela turma do poder invisível. Estes homens que não aparecem no cenário, ainda que, possamos senti-los, estão neste momento articulando melhores estratégias para que seus planos vermelhos voltem ao cenário nacional em breve. Ou seja, eles só levaram as manifestações (representada pela interrogação) para o divã, para fazerem algumas correções, devido aos traumas inesperados que ela sofreu quando o povo, num frenesi social, resolveu (inconscientemente) despartidarizar as manifestações (engrossando-as) tornando a canja "soviética" em um verdadeiro feijão amigo brasileiro, ou melhor uma verdadeira e típica feijoada. Não posso deixar de lembrar que esta feijoada contém partes de porco que se reconstituirão em um novo e mais forte suíno, em um ato digno da ave fênix e, logo em breve, veremos novamente este porco vermelho alado, de alguma forma, tentando abocanhar a pedra do poder nacional...  Quem vive verá.... E as manifestações? No momento não são necessárias....

terça-feira, 25 de junho de 2013

Temo pelo nosso futuro...


Prezados leitores,

Estou, de fato, temendo pelo futuro de nossa nação. Os protestos recentes foram, sem dúvida, uma demonstração da indignação geral que perpassa o povo (sem demagogias) brasileiro.  Todavia, há muita sinceridade e pouca informação. Já escrevi sobre a falta de coerência nas reivindicações dos manifestantes. Há, neste protestos, muita paixão, mas pouca racionalidade. Por isto, meu coração se preocupa. Não que devamos esquecer-nos da paixão, de forma alguma, todavia, a história nos mostra que somente a paixão não é suficiente. Sansão perdeu a cabeça, Clinton a presidência...  Neste sentido nosso movimento político popular (sem alusão a quaisquer movimentos marxistas) que se demonstra pelas manifestações públicas é, apenas, um apaixonado, sem saber pelo que. Um amante do não sei... É estranho. Mas é a pura verdade. Nosso povo foi às ruas gritar por algumas frases pré-gravadas que qualquer criança de 5 anos pode falar. Isto é bom. Só que é, simultaneamente, falso. Pois, se lutamos por algo, devemos no mínimo conhecê-lo. sabemos do problema e sequer podemos entendê-lo! Infelizmente, nosso povo não sabe gramática básica, quanto mais ter ideais políticos... Não adianta só gritarmos: " Não a corrupção". isto qualquer um faz e é um generalismo brabo. O que seria acabar com a corrupção em uma república como o Brasil? Infelizmente, 0,5% dos manifestantes poderiam responder. Logo, devemos também, nos posicionar a respeito do que queremos após as manifestações, ou melhor, o que queremos com as manifestações. E não podemos responder à esta pergunta com o generalismo: " um Brasil melhor". devemos saber porque e pelo que lutamos e principalmente, contra que (entenda-se quem) lutamos. Como não sou bocó percebo que o governo brasileiro querendo, sempre, se perpetuar, aproveitará das boas intenções do povo e tentará, com isso, somar pontos para seu propósitos nefastos. Dilma, ladra, guerrilheira e terrorista, não deve ter deixado de lado o sonho comunista. E ela é apenas uma das peças da engrenagem que compõem este movimento vermelho na América latina. Em seu pronunciamento boçal, nada falou além de generalismos.  Dentro deste quadro, temo pelo futuro de nossa nação nas mãos de pessoas que se encastelaram no poder. Temo mais ainda que o "fruto" destas manifestações sinceras (infelizmente o povo está servindo de idiota útil) seja, em última análise a reprodução do sonho dos governantes brasileiros, ou seja, que eles continuem a se perpetuar às custas de um povo que não sabe mais viver sem o Papai Governo (nenhuma exaltação da anarquia). Há, ainda, o lado mais radical da história. Não duvido muito que o fervor do povo seja canalizado em uma revolução marxista no Brasil, como fora em Cuba. O povo enganado entregou o governo nas mãos de um Castro ditador. Talvez este seja o sonho do Foro de S.P e dá corja comunista nacional (eles estão trabalhando insaciavelmente para isso).. Abramos os olhos. "O mar não está pra peixe"... Eu não quero um fortalecimento deste governo e sistema corrupto do Brasil e, muito menos, uma ditadura comunista no brasil e você?

Não adianta trocarmos os governantes, o sistema está putrefaço. Digo Sim à reforma política, mas não de qualquer jeito. A reforma deve ser feita dentro dos ideais republicanos e com foco no povo e não na classe política.

Que o Senhor, Supremo Governador de todas as  coisas (sem alusão a maçonaria), nos permita, ainda, termos liberdade e respeito nesta nação.

Att,

Marcos Vital

LIBERTATUM: REFORMA POLÍTICA - Prof.de Direito Constitucional ...

LIBERTATUM: REFORMA POLÍTICA - Prof.de Direito Constitucional ...: Não podemos deixar de conferir.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Esquerda, Left, Isquierda...

No último post me coloquei sobre o muro e fiz uma observação sucinta sobre as manifestações, além, de pontuar alguns objetivos caso eu fosse um manifestante ou um líder político. Largarei o conforto do sofá e serei mais claro, direto e conciso desta vez. Não escondo minha visão política. Sou a favor do livre mercado, de um Estado-pequeno. Tenho ojeriza ao marxismo (seja qual for a sua dissidência[tipo]) por boas razões. Meus anos de estudo na UERJ me mostraram o quanto a ideologia domina o campus universitário. Os professores e alunos repetem, alucinadamente, as doutrinas marxistas, em toda a sua multiface e mutações. Há os comunistas de fato. Há os mais brandos, há os marxistas culturais e etc. Todos, sem exceção, marxistas; esquerdistas que se debruçam sobre o Estado como o elixir das necessidades sociais (para não dizer pessoais...). Não é algo essencialmente novo para mim perceber que a esmagadora maioria dos jovens que estão participando destas manifestações são, sem dúvidas, partidários do pensamento de esquerda. Alguns, são filiados a partidos, outros não chegam a tanto, mas quase todos, sem dúvida, já foram inebriados com a doutrina marxista. Digo isto, pois não há como evitá-la em sã consciência hoje no Brasil. A educação brasileira, em todos os níveis, está infectada pelo marxismo em suas variadas formas. Portanto, estes jovens que vão às ruas o fazem como marxistas (entenda-se esquerdistas). Nem todos, claramente, ciente disto. Porque afirmo isto? Pelo teor das declarações que pude (e posso observar). É lugar-comum ouvir:

* Exigimos passe livre. (Isto é uma insanidade. Quem é que vai pagar o custo do passe livre? Você contribuinte, é claro. existe algo de graça por aí?)
* Exigimos investimento em educação, saúde, lazer e cultura. 
* exigimos segurança pública.
* exigimos redução das tarifas. (Subsidiadas pelo governo com dinheiro dos nossos "poucos" impostos).
* entre outras loucuras.

Interessante é notarmos que eles exigem isto do governo. Na cabeça dos manifestantes o governo é a instituição que deve prover de tudo um pouco para a sociedade. Me diga o que é isto, senão, a doutrina vermelha em sua essência. Na mente destes jovens que foram ideologizados e estão alienados da  possibilidade de pensar por si mesmos, o governo é o "deus da sociedade". Porém, há uma questão no meio disto tudo. Ao passo que eu pressiono o governo eu o perpetuo. isto mesmo. Quando luta-se por melhores serviços advogados do governo, nós o estamos perpetuando. É extremamente ambíguo. Mas é como se eles dissessem: " estamos de saco cheio de vocês, mas, queremos mais de vocês..." Estes manifestantes não percebem que pedindo redução nas passagens, eles estão "pedindo" também aumento do subsídio ao transporte público com verbas públicas. O que isto vai gerar? Advinhe? pra quem sobra a conta? Pros pais destes jovens que estão nas ruas achando que aquilo é "a primavera nacional". Quem pagará a conta somos nós, cidadãos. Neste sentido, eu me coloco totalmente contra as manifestações. Acho uma perca de tempo. Só há uma solução para sairmos do beco que estamos:
-Diminuirmos o governo, a máquina estatal.
-remodelarmos a educação com base na liberdade de mercado.
- Exigirmos uma menor interferência governamental no mercado. isto gera burocracia e acaba com a concorrência.

Sabe o que me lembra estes pobres manifestantes: cachorro

que morde o próprio rabo. É extremamente irônico, mas eles querem perpetuar àqueles que estão perseguindo... vai entender. Só muita ideologização mesmo... ESTES JOVENS NÃO ME REPRESENTAM!

P.S: A única coisa que podemos tirar de válido destas manifestações é o combate à corrupção. O porém, é que pouco tem-se falado sobre isto nas manifestações....

terça-feira, 18 de junho de 2013

O que querem os manifestantes?


Ao observar as manifestações sociais, algumas nem tão sociais, que eclodiram neste mês de junho, uma dúvida me surgiu. Repasso esta dúvida na forma da pergunta que denomina  este post: O que querem os manifestantes? Sou protestante. A representação histórica da minha fé vem de um movimento "revolucionário" surgido a partir da identificação das "injustiças" e heresias cometidas pela igreja detentora do poder religioso, político e social na idade média. Logo, sou a favor da identificação das necessidades políticas e sociais e a posterior movimentação social para o alcance de objetivos para a resolução destas necessidades. Não posso me colocar contra qualquer movimentação de pessoas que lutem por necessidades. Todavia, eu tenho minhas dúvidas sobre se, de fato, estes manifestantes sabem quais são as suas necessidades? O estopim de uma insatisfação contida a muito tempo, foi a questão do aumento das passagens, sem dúvida. Não estão lutando, nosso povo, por simples R$ 0,20 centavos, mas por várias questões. Todavia, isto está velado, não está claro nestas manifestações. Quais são as reivindicações deste povo? Falta articulação política a estes movimentos, faltam objetivos. Ao observar as manifestações percebo o desejo, a paixão, mas não consigo ver iniciativas que demonstrem de fato o que querem estes manifestantes. Talvez por serem tão plurais, tão heterogêneos, se perca a identificação. Portanto, abaixo transcrevo alguns tópicos que utilizaria como fundamentais em exigências se fizesse parte destas manifestações:

1. Exigiria punição aos crimes políticos e a não efetivação destes criminosos em seus cargos.
2. Exigiria uma menor participação do governo no mercado nacional. 
3. Exigiria uma melhor aplicação dos recursos advindos dos inúmeros impostos que pagamos. (este tópico é especialmente vago. merece uma atenção especial)
4. Exigiria uma diminuição urgente em nosso quadro político e ministerial. Nosso Estado está se tornando uma grande máquina. (Até prédios estão sendo alugados para abrigar os novos ministérios).
5. Exigiria investimento em infraestrutura em todas as áreas. 
6. Exigiria investimento maciço em tecnologia e pesquisa científica em todas as áreas. Nosso pesquisadores estão indo para o exterior...
7. Exigiria o aparelhamento do exército, marinha e aeronáutica. Nossas forças militares são diminuídas e sucateadas a cada dia.

Agora, se eu fosse um líder político eu promoveria (tentaria promover):

1. A punição exemplar dos crimes políticos.
2. A abertura da economia nacional para a participação do capital exterior.
3. A conversão dos impostos em benesses sociais. 
4. A diminuição e reenquadramento do governo brasileiro. (Hoje, mais nos parecemos com uma republiqueta socialista...)
5. A modernização e implantação de infraestrutura que permita nosso país crescer e distribuir sua riqueza entre seu povo.
6. O investimento maciço em tecnologia e pesquisa. É um absurdo comprarmos tecnologia e vendermos commodities somente...
7. O fomento à expansão, reaparelhamento e atualização das forças armadas. Reiteraria a sua autonomia.
8. O incentivo ao respeito a constituição.
9. O cultivo dos valores humanos por meio da educação.

Aqui vão objetivos que tentaria trabalhar como um líder político.

Espero que as manifestações continuem. Isto é de extrema importância. assim os governantes lacaios, corruptos e sanguessugas deste país perceberão o quanto estamos insatisfeitos. Todavia, espero que os movimentos sociais que vemos lá fora tenham, de fato, propostas e objetivos que não sejam egoístas e, sim, coletivos (nacionais).

sábado, 16 de março de 2013

Discursos Pós-modernos



Outrora, já me havia detido, brevemente, sobre uma elementar disposição das características gerais da modernidade e pós-modernidade. Porém, como acho que o leitor não lerá todos meus post's de forma linear cabe-me, novamente, tratar um pouco sobre pós-modernidade. Alguns teóricos já se debruçaram sobre isto, em especial, o sociólogo Zygmunt Bauman. Sua obra deve ser apreciada. Todavia, me furtarei das abordagens técnicas e específicas e abordarei a temática a partir do prisma teológico. Cabe, aqui, uma consideração. Tudo neste blog tem fins teológicos. Não creio que a realidade possa ser dissociada, alijada, de uma visão teológica. Portanto, quando trato de pós-modernidade, o faço, visando uma afirmação universal. Isto, coloca a pós-modernidade sobre o crivo crítico da teologia. Voltemos para o pós-modernismo. Por pós-modernismo, entendo uma postura comportamental diante da realidade. O pós-modernismo é uma negação profunda de que exista uma verdade fundamental. Esta é a conceituação mais concisa de pós-modernismo.  O pós-moderno é aquele que diz não haver referenciais universais para se julgar quaisquer coisas. Portanto, os processos culturais e suas sucessivas mudanças é que delineiam os posicionamentos éticos diante da realidade. Vejamos um exemplo: A Bíblia, vista como Palavra de Deus, nos concede a visão de que o homossexualismo é uma abominação, um pecado. Isto é um referencial teológico e transcendente à cultura. Por outro lado, a visão pós-moderna diz que o homossexualismo é um tabu sócio-cultural que está por ser quebrado, pois, a Palavra de Deus, não passa de palavra de homens que se sujeitavam a uma cultura que oprimia as relações entre o mesmo sexo. Este exemplo deixa claro o quão ardiloso e destruidor é este argumento cultural. Tudo pode ser desconstruído ou reconstruído utilizando o relativismo. Nada é mais referencial. Tudo é cultural, mutável e volátil.  não existe verdade. A verdade é aquela que se constrói a cada dia "com o suor de nosso rosto". Se hoje pedofilia é pecado, amanhã pode não ser. Pois tudo se torna relativo. 
Esta introdução a respeito do pós-modernismo me permite analisar algumas questões. Em um destes dias que se passaram, fui a uma festa onde pude conversar com algumas pessoas distintas. Duas senhoras adoráveis e um jovem bem-sucedido. A conversa com as senhoras perpassou os temas de filhos até chegarmos a religião. Alguns pensamentos tratados devem ser aqui lembrados, pois elas falaram isto com veemência.

Abaixo transcrevo a paráfrase do que foi falado genericamente:

- "Todos os caminhos levam a Deus." "Religião não se discute". "Todos serão salvos". "Não importa a sua religião, importa se fazemos o bem".  

Vejamos que assuntos como Deus e religião são politicamente incorretos. Isto segundo o pós-modernismo é foro íntimo e, por isso, não pode ser julgado. O pós-modernismo concede autoridade a decisão pessoal enquanto ato e não julga esta de cisão. A autoridade está naquilo que você acha melhor para você. Isto me faz lembrar de um homossexual que vi na rua enquanto levava a minha filha, de manhã cedo, para a creche. Visivelmente homossexual ele vestia uma camisa de malha que trazia uma mensagem: " Campanha pela vida (em letras grandes): cada um com a sua (em letras pequenas)." Traduzindo: Ninguém pode falar nada a respeito do que faço, penso ou acho melhor! Isto é a encarnação do egoísmo  Estes casos demonstram o poder do relativismo pós-moderno.

O outro caso, o do jovem bem-sucedido, demonstra quanto nossa juventude está sem referenciais teológicos. Era até um pouco chato estar com ele pois só falava em ser bem sucedido, em comprar, gastar, qualidade de vida, etc. resolvi perguntá-lo o que era isto que ele dizia, indaguei-o sobre definições acerca da felicidade e, adivinhe o que ele disse: felicidade é foro íntimo. cada um é feliz com uma coisa. Duas lições podemos tirar daqui:

1º Ele não sabe o que é felicidade em seu sentido anterior, primevo, elementar, estrutural.
2º Mais uma vez a felicidade é cultural, relativa e de foro íntimo.

Bom, agora acho que já podemos entender melhor o pós-modernismo. Classifico-o assim:

- Negação da verdade verdadeira (conceito de Francis Schaeffer)
- O poder encontra-se não na ética, pois ela não "existe", mas sim naquilo que é "melhor" pra mim.
- Tudo é relativo ou tudo pode ser relativizado. Tudo mesmo!
- Não existe verdade transcendente. Tudo que há é imanente e cultural.
- Somos, simplesmente, organismos que respondem aos estímulos culturais.
- Antropocentrismo agudo. Egocentrismo idolátrico.

Minha oração é que Deus nos livre do discurso pós-moderno, pois, este discurso oferece, muitas vezes, refúgios intelectuais para nossos erros e pecados. Relativizando tudo, podemos nos livrar da culpa pelo erro cometido.  Considero-o uma praga e neste sentido ele deve ser combatido.

Combata-o você também!

SDG

Em Cristo,

Marcos Vital