terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A cólera chamada Nova Unidade





É espantoso observarmos a homogeneização cognitiva de seres humanos. Nunca achei que isto fosse tão fácil e tão politicamente acessível. Ainda que se fale em multi, pluriculturalismo, o que vejo, hoje em dia, por trás dos rótulos, estereótipos e carapaças é um forma de pensar extremamente genérica postulada pelas mesmas bases. E isto é uma doença globalizada. Deixem-me explicar. Ateus, progressistas, grupos articulados sobre "liberdades individuais", políticos, educadores, artistas, jornalistas, escritores, religiosos etc (poderia aqui ficar a citar por horas) incrivelmente pensam da mesma forma. Obviamente que isto é uma generalização, mas uma generalização bem fortuita.  Aquele discurso relativista, "democrático", imoral, amoral, politicamente correto, desarmamentista, esquerdista, demagogo, sexual, sensual é uma febre (inter)nacional. Se converso com o padeiro, lá encontro o tal discurso. Se converso com o porteiro, lá também.  Se converso com o filosofo, não dá outra. Até com minha sogra... Quanta alienação; quanta formatação; nunca conseguimos tamanho sucesso educativo. As escolas, universidades e principalmente a mídia estão de parabéns,  para não dizer o contrário.  Será que não há vacina? Será que não há cura? Começo a achar que esta cólera que afeta o cérebro é potencialmente prejudicial àqueles que pensam diferente, àqueles que não foram afetados, àqueles que não estão doentes. Já vislumbro no horizonte próximo iniciativas "democráticas" (que utilizarão o aparato estatal) sendo colocadas (goela abaixo) em prática por meio de projetos de lei e de "métodos educacionais" para suprimir de vez aqueles que ainda resistem. Basta! Basta de reconstrução da história, basta de dialética, basta de síntese, basta de mentira! Que Deus, Todo-Poderoso, Único Deus, levante nesta terra uma força descomunal que venha a lutar pela verdade, pela decência, pela hombridade, pela ética, pelos valores cristãos, pela liberdade ética, e contra toda forma de marxismo cultural que tem feito a nossa sociedade se tornar putrefaça. Que Ele conte comigo. E com você, também?

SDG

Marcos Vital

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Raridade


Engraçado. Coincidências acontecem. E uma delas me pegou enquanto escrevia este post. Ao escutar a música chamada colisão de um cantor cristão (evangélico) chamado Anderson Freire, me senti estimulado, motivado, à postá-la, por ser uma verdadeira raridade dentro daquilo que chamamos música cristã (evangélica) hoje. A Coincidência se deu no fato de que escolhi como nome para este post o título raridade. Ao navegar na internet percebi que o mesmo cantor tem uma música chamada raridade. Legal. Coincidências à parte vamos ao que interessa. Resolvo postar abaixo a letra integral da música chamada Colisão do cantor Anderson Freire por ser ela uma pérola em meio a tanta loucura, Não é perfeita, mas quebra o paradigma vigente no universo evangélico atual. Portanto, em época onde a religião se tornou nada mais que comércio e Deus virou o serviçal que traz as bençãos e as vitórias, principalmente se elas virem em forma de mamon (dinheiro, coisas materiais), escutar uma música que fale sobre colidir com o mundo, viver a fé, arrepender-se, entregar-se a Deus, é realmente uma réstia de esperança, pois encontramos alguma canção que foge desta religiosidade líquida, egocêntrica (egoísta), supérflua, psicologizante; canção que não foi contaminada com ventos de doutrinas....  

Preciso ser o oposto do que o mundo é
Bater de frente com os meus desejos
Resistir o mal até o fim
Uma hora ele fugirá de mim
Preciso ser preservador de bons costumes
Evitar as más conversações
Me policiar quando meus impulsos
Ultrapassam o limite da emoção
Preciso guardar meu corpo
Lembrar que ele é um templo santo do Pai
Preciso ter atitude
Largar o meu assento e caminhar com Deus
Hoje é tempo de fortalecer a fé
Colidir com o mundo e ficar de pé
Mais que conhecer, preciso viver
A verdade revelada
Hoje é tempo de renunciar meu eu
Lembrar que numa cruz alguém por mim morreu
Hoje é minha vez, agora sou eu
Vou morrer pro mundo e viver pra Deus

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013




















Deus, a verdade e o homem

 Ao perder a fé em Deus e Jesus Cristo, o Ocidente não está apenas se degenerando. Está literalmente enlouquecendo.

Dentre tantas questões da nossa época, encontradas na filosofia e em muitas perspectivas políticas, há três grandes revoltas da modernidade: a revolta contra Deus; a revolta contra a verdade; e a revolta contra o homem.
Revela-se no Ocidente a revolta contra Deus. As ideologias políticas e certas escolas filosóficas excluem Deus da história e do universo moral, político, ético e existencial do homem. O elemento da moda difundida nas universidades, na mídia e na opinião pública em geral é o materialismo e o ateísmo. Nestas teorias, o homem não precisa mais da realidade transcendente. Ele se basta a si mesmo.
A velha Europa destronou o fundamento histórico, moral e simbólico do Cristianismo nas instituições. Grupos fanáticos de militantes secularistas e esquerdistas se revoltam contra símbolos religiosos e contra a imagem maior da cruz em várias nações do mundo. A manifestação da fé cristã é hostilizada e marginalizada, senão criminalizada. Na Suécia chegou-se ao cúmulo de falar do Natal nas escolas excluindo o nome de Jesus Cristo. O nome do menino Jesus incomoda muitos. Na lógica deles, a religião deve ser extirpada da vida pública. O único mundo a ser valorizado é o terreno, o material, o temporal.
Por outro lado, há o sacrifício da verdade. É um lugar comum afirmar que a verdade não mais existe. Ou que ela é uma ilusão dos filósofos antigos e medievais. Há, ainda, pessoas que afirmam ser a verdade "intolerante", geradora de ódios e fanatismos. Em nome da tolerância, que tal abolir a idéia da verdade? Cada pessoa terá sua idéia, sua moral e seu fundamento e ninguém incomodará a outra com seus pensamentos. O relativismo, contraditoriamente, é o dogma da modernidade, a falsa verdade absoluta disfarçada de negação de todas as verdades.
Por fim, o homem é diminuído. As filosofias que negam a existência de Deus e da verdade, negam também a dignidade humana. A sacralidade da vida humana é relativizada. Neste prisma, o ser humano não passa de um composto químico orgânico, de um animal mais evoluído. Não há nenhuma questão substancialmente distintiva em relação às outras espécies. Como ser apenas biológico, um dia morrerá e sumirá. Na verdade, o homem é considerado mero produto da matéria, uma insignificante engrenagem que faz parte de um todo abstrato, porém onipotente, chamado "natureza", com suas forças irracionais e impessoais. Sua inteligência e sua razão são impotentes para enfrentar ou compreender as circunstâncias pelas quais vive.
Não é espantoso observar que as filosofias modernas, ainda que prometam a liberdade, neguem o indivíduo? A própria individualidade não passa de um efeito acidental das circunstâncias. Ela é sempre produto do meio, da genética, da sexualidade, das forças de produção econômica, da coletividade, da estrutura cultural, social e política ou da matéria. Em outras palavras, o homem não é livre. Sua liberdade e existência perdem-se num complexo arbitrário de fatores que não consegue perceber conscientemente. O homem é considerado figura amorfa de mais variados determinismos. Contudo, essa perspectiva tem uma contradição fatal: só os seus defensores conseguem perceber conscientemente essas influências. O que, na prática, confirma categoricamente a autonomia da consciência.
A consequência da negação de Deus na história é a negação da unidade existencial do homem como ser revestido de essência. Se a moral, a cultura, as idéias, o acúmulo de conhecimentos, a filosofia, o direito e a própria história são apenas meros fragmentos existenciais dos homens que não se comunicam entre si, logo, essa realidade histórica vivida pela espécie humana não possui unidade, nem coerência. Para quê guardar o passado, se a vida só é eterno presente, eterna temporalidade? Para quê preservar a civilização, se ela não tem continuidade em seus legados? Se não há Deus na história, toda a moral, todo o conhecimento e toda a civilização se diluem em caprichos e paixões irracionais de uma época. A realidade ontológica do homem na história se perde num emaranhado de existências sem qualquer propósito, sem qualquer correlação, sem qualquer nexo de causalidade.
Não é por acaso que o senso de moralidade definhou muito no século XX. A realidade dos campos de extermínio nazistas ou dos gulags soviéticos é a lógica elementar de uma moral utilitária, que não obedece a valores perenes, mas sim a circunstâncias e desvarios políticos. Sem a dignidade inata do homem, sem a lei natural e a transcendência, o indivíduo pode perfeitamente ser uma cobaia de um experimento social ou vítima do extermínio. O propósito de sua existência não é intrínseco à transcendência ou permanência. Depende dos caprichos de uma época, das convenções do momento, das paixões e opiniões massificadas de uma ideologia ou credo político.
Falou-se de transcendência. Sem ela, o homem não tem a perspectiva adequada para hierarquizar os valores e as relações das coisas no universo. Não tem a faculdade nem mesmo de pensar na ciência. Até porque as noções de ato, potência, da causalidade e seus efeitos não podem ser compreendidas dentro de uma ordem arbitrária e irracional. A confusão mental da atualidade é crer que a ciência possa substituir a filosofia, a metafísica, a teologia e outras demais formas de conhecimento. Na prática, a própria ciência se autodestrói. Vira um mito, uma mistificação esotérica.
E a abolição da verdade? É surpreendente pensar que os intelectuais, filósofos e ativistas queiram revogar a distinção básica entre verdade e erro, quando na prática, não conseguem desvinculá-la do dia a dia. É possível viver sem confiar na verdade? É possível fundamentar qualquer tipo de conhecimento no ceticismo e no agnosticismo absolutos? É possível viver sem confiança? Imaginemos uma pessoa não confiar no seu vizinho, no que lê, no que faz ou no que acredita? Isso é humanamente possível sem causar degeneração na consciência? A própria pregação em favor do ceticismo e agnosticismo absolutos implica uma crença numa verdade, ainda que contraditoriamente a negue. De fato, os céticos confiam demais no seu ceticismo, ainda que seu método, na prática, possa entrevar o raciocínio. É um estranho excesso de fé no nada. A negação prévia da verdade pode se tornar negação também da realidade. O cético, como um sofista, nega a verdade pela inépcia ou pela covardia de buscá-la.
Aristóteles já dizia que uma das faculdades mais profundas do homem é o saber. O saber que nasce de um assombro, de uma contemplação da realidade ao seu redor. Toda filosofia de ceticismo é uma negação do assombro pela indiferença. A negação da verdade e o relativismo implicam transformar todo o conhecimento humano numa mentira conveniente. Então, não haverá verdades propriamente ditas, mas disputas retóricas falaciosas e facciosas. Na lógica do relativismo, convencer alguém é mentir melhor do que o outro. Entretanto, será que alguém vive na mentira? Será possível a mentira viver substancialmente na realidade, já que ela pertence a um não-ser, a algo inexistente? Se a mentira conveniente do relativismo fundamenta o discurso moral, político e filosófico, o que se pode esperar disso?
Se ninguém tem compromisso com a verdade, o que resta é a imposição da mentira. Numa situação como esta, qualquer compromisso moral de honestidade já foi jogado na lata do lixo. Se há algo que se pode concluir de uma boa parte das filosofias modernas é a mentira sistematizada, consciente. Dentro do maior século da mentira, o século XX.
Tal sintoma não apenas gera desprezo pela verdade. A consequência mais grave é o ódio até pela realidade. Variados grupos políticos propõem uma modificação radical da realidade, pelos desvarios tirânicos de suas ideologias. Grande parte dos regimes totalitários do século XX tinham este objetivo.
As loucuras atuais do politicamente correto e da engenharia social, visando remodelar comportamentos e pensamentos, são elementos nada desprezíveis do desprezo pela realidade. Uma questão é bastante clara: a realidade não pode ser apagada. No mínimo, negada. No máximo, destruída. E mesmo assim existirá, sob escombros.
O Cristianismo é um das poucas sólidas referências em um mundo cada vez mais confuso, perdido, dominado por credos perversos ou ceticismos vazios. Ao perder a fé em Deus e Jesus Cristo, o Ocidente não está apenas se degenerando. Está literalmente enlouquecendo. A ditadura do relativismo desumaniza o homem. Rebaixa as instituições e a moral. Contamina a verdade de falsidades. Destrona Deus e absolutiza a natureza e o Estado.
Sem Deus, o homem perde o senso da ordem da natureza e a noção da dignidade intrínseca que possui no universo. Sem a verdade, deixa de conhecer a realidade e se perde na escuridão e ignorância. Ou, na pior das hipóteses, enlouquece. E o caminho de tudo isso é a despersonalização, a morte e o aniquilamento. Eis o abismo que espera o Ocidente.

P.S. Artigo retirado do site Mídia sem Máscara. Escrito por Leonardo Bruno. Acessado e copiado em 04/01/2013.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Qual o Sentido do Ano Novo?




Qual o sentido do Ano novo?

Muitos responderão:

- O sentido está em nos reunirmos, comermos e bebermos.
- O sentido está na esperança que alçamos para o próximo ano.
- O sentido está em nos reunirmos em família.
- O sentido está em fazermos mais uma festa.

Nunca consegui entender plenamente o frenesi, a histeria social, que habita no ideário social em relação a chegada das festas de fim de ano, especialmente, as comemorações de ano novo. Um verdadeiro pandemônio toma conta de grande parcela da sociedade que, assim como no carnaval, migram para uma absoluta mudança comportamental regada por muita comida, bebida e festa. Os excessos são muitos. O que é festa para muitos, pode repentinamente, acabar em grande tristeza. Não somente a parte social da festa chama a atenção. As  idealizações individuais do que deve ser feito no próximo ano é fator hegemônico na agenda de muitos. Retrospectivas são feitas nos fazendo lembrar daquilo que passou, e, pontos são elencados para uma melhora substancial no próximo ano. Obviamente que uma sociedade globalizada e secularizada fomenta tópicos (entenda-se metas) a serem alcançados para o ano novo que mais parecem uma potencialização do ego, da vontade. Estes tópicos, são preenchidos por palavras mágicas, tais como, felicidade, saúde, paz, amor, etc,  mas que no fundo carecem de uma significação em uma sociedade dominada por um relativismo satânico. Minha intenção neste tópico, é lembrar das palavras do sábio, repetindo as em linhas gerais: "Tudo é vaidade". Todos os planos, todos os votos, todas as mudanças, todo o esforço se torna vaidade se apartado estiver Daquele que denota significado a tudo. Deus é o único que pode, literalmente, retirar-nos do frenesi social que habita nas festas de fim de ano. Deus é o único que pode colocar nossos pés no chão e fazer com que consigamos enxergar sentido em comemorarmos a chegada de mais um ano. Deus é o único que pode conceder sentido às nossas comemorações.  Meu desejo é que neste fim de ano, você não "faça a festa" porque "todo mundo faz", ou porque, "é ano novo e tudo novo se fará". Definitivamente não. Meu desejo é que no ano vindouro você possa encontrar Àquele, único Deus, Rei dos reis, Senhor dos senhores, Emanuel, que nos visitou, e nele possa encontrar sentido para sua vida e para as suas comemorações, pois  se você não encontrá-lo, indubitavelmente, as festas não farão sentido algum, a não ser um forte apelo ao consumo, à quebra de limites, ao prazer pelo prazer, como se o sentido de tudo estivesse no ato de se fazer algo...

Que literalmente, 2013 seja um ano novo. Que você reconheça que você só existe porque ele tem permitido (gratidão). Que a novidade esteja em caminharmos com Deus (fé, confiança) e que ao conhecermos a verdade, sejamos libertos do jugo pernicioso de não reconhecermos as bençãos de Deus em nossas vidas. Repito, agora, a pergunta inicial: Qual o sentido do ano novo pra você?

Para mim, é agradecer a Deus por mais um ano que me permitiu viver, e pedir que por mais um ano ele me permita gozar da vida que ele  me outorgou. 

A Deus, sempre, sejam dados, a honra, a glória, o louvor pelos séculos dos séculos, amém.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Anacronismo Tupiniquim




Cansei, fui vencido, perdi! Cansei de ficar calado. Fui vencido pelo ímpeto da verdade, perdi a paciência. A hipocrisia da nossa mídia e governo é alarmante. Por que digo isto? Pois o verão está aí, a "cervejada rola solta" e a operação Lei Seca também. O que tem de errado nisto? Se analisarmos com olhos desprovidos de criticismo, nada há de errado. É somente uma operação para tirar estes bêbados que dirigem das ruas.   Mas, se percebermos algumas nuances veremos o motivo. Acho um absurdo promover-se  a Lei Seca e ao mesmo tempo promover-se uma farra de comerciais incentivando o uso das bebidas alcoólicas.  Mais hipocrisia ainda são os incentivos fiscais às operações das indústrias de bebidas alcoólicas. A mídia, amiúde, é patrocinada por empresas do ramo, e fomentam em suas programações o consumo irrestrito de álcool aliado sempre a uma imagem de felicidade, diversão, etc. Outro fator,  pior de todos, é que estas operações Lei Seca, ainda virarão instrumento demagógico nas mãos dos governantes em função de termos eleitoreiros.

O que concluo com isto:  Precisamos de pessoas verdadeiras, precisamos de uma reforma moral. Nosso problema não é político, ideológico, social, etc. Nosso problema é ético-moral. Falta escrúpulos e responsabilidade a toda a nossa sociedade. 

P.S: Não tenho dúvidas que a Lei Seca nos outorga benefícios. Não é isto que está em jogo aqui. O que está em jogo é a hipocrisia de se restringir com uma mão e incentivar com a outra.

P.S: Não sou contrário ao uso de bebidas alcoólicas. Somente acho que deva ser incentivado o uso dentro de um contexto específico.

P.S: Sou a favor das operações Lei Seca pelos seus benefícios diretos, mas acho, também, que se deva massificar em outros polos (educação, mídia, redes sociais, movimentos sociais, etc) os malefícios do uso do álcool.

Abraços,

Marcos Vital

A Questão Bélica na sociedade Americana e os reflexos no Brasil



O mais recente massacre em uma instituição de ensino americana (cidade de Newton) fomentou, novamente, as discussões quanto à questão de uma sociedade armada, ou segundo a oposição, militarizada. É cansativo perceber que existem dois pólos ideológicos que se literalmente "duelam" nesta arena. Um defende a liberalização das armas para a sociedade dentro de alguns parâmetros. O outro, coíbe qualquer possibilidade de existir armas nas mãos dos civis. O primeiro, se coloca numa cosmovisão materialista-capitalista, o segundo, numa visão materialista-marxista.  Dados recentes, mostram que uma sociedade civil armada, não necessariamente fomenta os índices de criminalidade, mas sim, os faz reduzir. Obviamente, isto ocorre dentro de uma mentalidade cultural que nunca teremos no Brasil. O cerne da questão, se dá a partir das abordagens que este tema recebe dentro dos veículos de comunicação e dentro do eixo educacional. Aqui, devemos fazer um alarde. A manipulação midiática e educacional da abordagem da realidade baseada em ideologias antagônicas só faz a sociedade se polarizar mais em torno de uma questão fundamental. 
A partir destas afirmações gostaria de fazer algumas considerações importantes:

1º- Não devemos tratar esta questão polarizados em ideologias conflitantes.
2º- Não devemos ideologizar a sociedade baseado em nosso ideais políticos-ideológicos.
3º- Devemos fomentar um debate sincero e apartado de teorização ideológica ou de relativismo de interesse quanto a real necessidade de uma sociedade armada. (este tópico é particularmente difícil, alguns argumentarão que não podemos trabalhar fora dos limites das ideologias).
4º- Devemos entender que armas não atiram sozinhas.
5º- Devemos lutar pelo desarmamento de criminosos.
6º- Devemos lutar por um maior investimento no controle mundial do tráfico internacional de armas.
7º- Devemos entender que todo cidadão devidamente capacitado pelo organismo responsável, deveria ter direito à defesa pessoal via armamento de fogo desde que cumpra-se os critérios devidamente adotados.
8º- O armamento da sociedade civil não pode estar alijado de uma educação que defina os moldes justos de boa convivência.
9º- Paz, não é o mesmo que sociedade civil desarmada, como versa a cartilha dos pacifistas modernos. Paz, também não é sinônimo de uma sociedade armada. Paz é uma utopia social. Eu particularmente creio que o problema está imiscuído na natureza humana. o homem pode ser bom, mas também, pode ser mau. E isto nada vai mudar. 
10º- Devemos entender que as ideologias não são perfeitas e ambas podem fornecer algo de bom, mas também, coisas torpes e insensatas.
11º- Uma sociedade sem bandidos não precisa de armas, Será que temos uma?
12º- O Estado pode garantir a nossa segurança plena? Não.
13º- Famílias devidamente constituídas e alicerçadas serão piores famílias se tiverem armas? Não.
14º- Armas devem ser mantidas longe do alcance de crianças. Necessita-se de espaços estratégicos e protegidos para quem quer tê-la.
15º- As mídias, todas elas, estão polarizadas em interesses políticos-econômicos-ideológicos e passam estas polarizações em suas programações cotidianamente.

Obviamente, estes tópicos não encerram a questão. Mas, nos fornecem bases para começarmos a pensar esta questão fundamental que é a segurança social, civil. Não é desarmando nossa sociedade civil de bem que resolveremos o problema. Somente uma coalizão que envolva, governos, educação, política, moral, direitos e deveres, poderá ATENUAR (e não resolver) nossos problemas sociais. Sou a favor do armamento consciencioso. Se fulano de tal quer ter uma arma e tem responsabilidade (inúmeros critérios balizam esta responsabilidade) para isso, por que não? Por que um pai de família não pode requerer o direito de defesa bélica de sua família, ou propriedade? Não vejo nada que possa impedir isto. 

Defendo a utilização de armas com sapiência, destreza, zelo e na ocasião que se fizer necessária.

Abraços,

Marcos Vital

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Incongruências da Vida



Por incongruência, de maneira genérica, podemos entender "aquilo que não condiz; que não se adapta; incompatível, incoerente; não concordante; inconveniente". Foi exatamente este sentimento inconveniente, da exisência de alguma anormalidade que perpassou o meu coração e entedimento nos últimos meses. Determinado bloqueio se alojou em meu ser de tal modo que enfrentei dificuldades monstruosas em tarefas que, antes, realizava com extrema facilidade. Tempestades todos passam, e muito do que afligiu-me veio do exterior. Todavia, não posso negar que muitos dos meus fantasmas derivam do meu posicionamento no mundo. Em época "pragmatista" 'pensar demais" é um cancêr extremamente agressivo. Posso resumir assim minhas dificuldades: Existem duas forças, dicotômica, dividas em dois pólos antagônicos, que se degladeiam na arena da existência do ser e do pertencimento social. É aquele simples papo que todos devem se interpelar algum dia: "será que é isto mesmo que quero e devo fazer?". O peso da vida, da família, do pertencimento social, do posicionamento social, amiúde nos constrange para longe daquele lugar que gostaríamos de estar. Como lidar com as necessidades prementes da realidade e os mais intrínsecos rabiscos da alma que norteiam à nossa vontade? Neste jogo difícil, passei e sofri. Mas as experiências que acumulei me levam além. Um aprendizado me chama a atenção. Definitivamente, não podemos confiar na vontade como elemento norteador dos nossos passos. Ela não resiste à pressão esmagadora da realidade (a não ser pela fuga da realidade). E neste período de dificuldades e provas, mudei. Não mudei de ser, não mudei de opiniões quanto a verdade, não mudei de time, não mudei... Mudei, sim, quanto ao que achava que gostava de ser naquilo que me compete fazer. Hoje, pós-tempestade entendo que a realidade está fragmentada por conta de algo exterior (os únicos que tem a resposta são os cristãos), e este algo exterior encontra em nós uma pitada de fomentação para continuar a transgredir. Porém, ainda que neste turbilhão de existência eu recaia, há algo que sempre me puxa para cima, e que não é meu. Logo, nos encontramos novamente conosco, mesmo que sutilmente modificados. Não sei se esta experiência é universal. Creio que muitos nem percebem-na. Porém, sei, que todos, passarão por dificuldades tamanhas e que para o bem ou para mal, sairão destas, mudados. Eu mudei para melhor e você? Sentir-se alienado e sem propósito é ruim, todavia, o melhor é perceber que após a alienação sempre há o concreto. Aquilo que nos confere sentido.

Abraços,

Marcos Vital